Vigilância epidemiológica em saúde bucal: Quais os critérios e como é feito?

vigilância epidemiológica em saúde bucal   É a vigilância epidemiológica que “controla” o risco de doenças de um grupo de pessoas em uma localidade ou de um determinado país. Para isso precisa-se de todas as informações da doença em questão.  Como ela aparece, porque, qual o tratamento, existe cura, onde é mais comum seu aparecimento? Enfim, uma série de informações é necessária para estabelecer o controle das doenças. Além de todas as informações, dados estatísticos são extremamente necessários. São estes números que estabelecerão os critérios para se tratar da doença em foco. A vigilância epidemiológica em saúde bucal irá estabelecer informações, dados e maneiras de controle quanto às doenças da cavidade bucal. Desde doenças mais comuns, como a cárie dentária até a doença periodontal, até o câncer de boca contam com vigilância epidemiológica voltada ao seu acometimento. É ela que será usada como base para ações de prevenção, que evitem, ou diminuam, o aparecimento das doenças. Vamos ver como ela é feita: Pesquisa como ferramenta de conhecimento Para efetivar a vigilância epidemiológica, primeiramente é necessário conhecer os números de incidência das doenças bucais em determinada população. Pode ser de um bairro, de uma cidade e até de um país. São os chamados levantamentos epidemiológicos. No Brasil, o Departamento de Atenção Básica da Coordenação Nacional de Saúde Bucal e da Secretaria de Vigilância à Saúde realiza, a pedido do Ministério da Saúde, desde 1986 amplos estudos epidemiológicos para traçar políticas públicas de atenção à saúde oral. Um destes estudos, o de 1993, foi o que embasou uma importante Política Pública do Governo Federal, a implantação do programa Brasil Sorridente. O estudo identificou um sério problema, a alta incidência de cáries no país. O Governo ouviu a população e depois sugeriu o programa para ‘solucionar’ o problema. Um dos resultados foi uma diminuição dos casos de cárie dentária no Brasil. O programa trouxe outros inúmeros outros benefícios, com a disponibilidade de equipes odontológicas para toda a população. Consulta popular para a vigilância epidemiológica em saúde bucal Já adiantamos acima a etapa seguinte da coleta de informações por meio do levantamento epidemiológico.  As consultas à população também pode ser acrescentada durante a produção de dados da vigilância epidemiológica. No caso de pesquisas realizadas em todo o país, abre-se consulta pública por meio da internet. Toda a população pode se manifestar sobre o tema, opinar, questionar ou acrescentar informações. Esta etapa também pode ser muito construtiva para conter determinada doença ou melhorar determinado serviço ou tratamento. Análise de dados Ouvidas todas as partes é hora da análise. Geralmente os órgãos que realizam os estudos epidemiológicos contam com comissões ou grupos de técnicos e estudiosos para a análise de dados do levantamento, e também da consulta popular. Proposição de projetos para o alcance das soluções Da análise em grupo é que surgem as propostas para o alcance de soluções para o problema encontrado na vigilância epidemiológica em saúde bucal. É importante ressaltar que nem todos os levantamentos contarão com projetos e proposições. O grupo de análise é que verificará a necessidade de ações futuras ou não. Como vimos, há várias etapas que precisam ser cumpridas para a vigilância epidemiológica em saúde bucal. Mas ela é de extrema importância para manter a população livre de acometimentos. Além disso, o levantamento epidemiológico pode indicar maus hábitos, quanto à higienização oral, que pode ser corrigidos através de campanhas. A teoria é importante, mas a prática é tudo! Domine as técnicas de instrumentação, biossegurança e o atendimento de excelência. Inscreva-se no curso que oferece o conhecimento prático que o mercado exige.   Domine a Prática do ASB – Saiba Mais

Doença periodontal: existe uma cura para o problema?

doença periodontal   Apesar da difusão da odontologia preventiva e dos cuidados de saúde bucal, ainda é comum os profissionais da Odontologia se depararem com a doença periodontal. Ao lado da cárie dentária, ela figura como a mais comum entre os pacientes. Elas ocorrem entre 50 e 99% das pessoas na maioria das comunidades, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde. Entre as doenças periodontais, estão a gengivite e a periodontite. Elas aparecem devido ao acúmulo de placa bacteriana entre a gengiva e os dentes. Nesse local há um elo que é chamado de ligamento periodontal, daí o nome da doença. Como quaisquer tipos de enfermidades, é preferível a prevenção à doença periodontal. Como já citamos no início deste post, a odontologia preventiva é um ótimo recurso para isso. Uma boca saudável e livre de doenças é possível. Bastam alguns cuidados. Entre os cuidados, uma boa higienização, visitas ao dentista e até hábitos alimentares mais saudáveis. Mas em outro post detalharemos esses cuidados. Neste artigo o objetivo é esclarecer se a doença periodontal tem cura. Vamos lá: O aparecimento da doença periodontal Dentre as doenças bucais e a doença periodontal, a gengivite é uma das mais fáceis de identificar. O inchaço das gengivas, a cor demasiada avermelhada e também o sangramento na hora da escovação e ao passar fio dental. Todas essas são características encontradas em quem está com a gengivite. Já a periodontite é o processo mais avançado da gengivite. As pessoas que não buscam o devido tratamento quando a gengivite aparece, podem vir a ter a periodontite.  A inflamação da gengiva avança e acaba por atingir outras estruturas do dente. Inclusive a que dá a sustentação, podendo acarretar a perda dos dentes. Mas é o profissional graduado da Odontologia a pessoa mais indicada para diagnosticar a doença periodontal. Por meio da sondagem, o dentista irá verificar o tamanho do espaçamento do dente e da gengiva – o chamado sulco gengival. Assim ele identifica a doença e indica o devido tratamento. Tratamentos costumam ter resultados positivos Pois é. Como falamos, a prevenção é o melhor negócio. Mas, respondendo a pergunta que intitula este artigo. A doença periodontal tem cura sim. Em nosso blog já citamos alguns dos tratamentos para a gengivite e para a periodontite. Após o aparecimento da doença, mais vale a busca por tratamentos do que as próteses dentárias, no caso de vir a ocorrer a perda dos dentes com o avanço da periodontite. Os tratamentos costumam ser mais baratos do que as próteses. Mas de nada adianta o paciente buscar pelos tratamentos e abandonar antes de sua total efetividade. Muitos pacientes não concluem os tratamentos e acabam por piorar a situação. Começou tem que terminar, só assim é que se chegará a cura da doença periodontal. Quando a doença é identificada logo no início, os tratamentos são mais simples. A raspagem ou a irrigação podem resolver, mas quando ela avança, as cirurgias odontológicas podem ser necessárias. Sua qualificação precisa ser levada a sério. Estude em um curso de Auxiliar de Saúde Bucal reconhecido e válido em todo o território nacional para garantir sua inscrição no Conselho Federal de Odontologia (CFO).   Curso ASB Reconhecido pelo CFO – Inicie Já  

Conheça 3 agentes químicos no controle do biofilme dental

controle do biofilme dental Há tempos que os agentes químicos são utilizados para o controle do biofilme dental. Os chamados dentifrícios – os cremes dentais, géis ou pastas -, e os enxaguantes bucais, fazem uso destes agentes para aumentar a efetividade da higienização. Esses agentes são associados às pastas já que é o meio mais utilizado pela população em geral, de fácil acesso e penetração eficaz. Importante ressaltar que os agentes químicos vêm a somar com o controle mecânico do biofilme dental. Este feito com a escovação, o uso do fio dental e com equipamentos utilizados nos consultórios dentários, como curetas e limas, por exemplo. Com o avanço das pesquisas, a cada dia surgem novos agentes químicos que prometem ser mais eficazes, aliados ao controle mecânico. Tanto os profissionais da Odontologia como a população em geral devem ficar atentos quanto às pesquisas e suas comprovações, já que alguns desses agentes químicos utilizados no controle do biofilme dental podem ter seus prós, mas também tem seus contras. E como esses agentes químicos operam para controlar a formação do biofilme? Sabemos que a cavidade bucal é repleta de bactérias. Devemos lembrar que o biofilme é formado por meio de micro colônias. As bactérias se unem e formam um núcleo de proteção. O biofilme é formado então pela calcificação destas micro colônias, o que torna difícil a sua remoção. Neste artigo vamos conhecer alguns dos agentes químicos mais utilizados para o controle do biofilme dental. Há uma infinidade deles sendo estudados, mas vamos aos mais comuns. 1. Utilização da Clorexidina para o controle do biofilme dental Dentre os agentes químicos utilizados nos enxaguantes para o controle do biofilme dental, os mais utilizados são aqueles que eliminam seletivamente as bactérias da cavidade bucal, como a clorexidina. Seletivamente, pois há aquelas bactérias presentes na cavidade oral que não causam mal à saúde e mantém as características ‘normais’ da boca. Mas esses agentes químicos eliminam essas bactérias por um breve período de tempo. Estudos apontam cerca de seis horas após a escovação ou o uso de enxaguantes para nova formação de bactérias. Eliminando as bactérias a cada escovação, a formação das microcolônias é dificultada, e a sua calcificação evitada. Vale destacar ainda que, além dos estudos quanto aos agentes químicos utilizados, há os estudos quanto a quantidade utilizada e os benefícios. A clorexidina é o agente químico mais estudado e o de preferível utilização, já que é atóxico e não poluente. Mas apesar disso, o seu uso a longo prazo pode trazer malefícios, como mancha no esmalte dos dentes, cálculo, além de sensação de queimação. 2. Composição de agentes químicos Agente antimicrobiano, e possível na composição de dentifrícios, o triclosan apresenta vários benefícios para a saúde oral. Age ainda como um antiinflamatório, e não causa desequilíbrios na cavidade bucal. Composto com outros agentes como citrato de zinco, copolímero de ácido maléico e polivinil metil etileno, pirofosfato, apresenta resultados ainda mais satisfatórios no controle do biofilme dental. Essas combinações têm a intenção de prolongar e potencializar os benefícios do triclosan. Outra vantagem da utilização do triclosan é que, pela sua coloração esbranquiçada, não mancha o esmalte dos dentes. 3. Óleos Essenciais Entre os óleos essenciais utilizados na composição de dentifrícios e soluções bucais, estão eucaliptol, timol e mentol. Seu uso se deve por alterar a permeabilidade do biofilme dental, o que auxilia no seu controle. Além de sua função antimicrobiana, apresenta ainda características antiinflamatórias. Esses são apenas alguns agentes químicos utilizados pela indústria odontológica. Há uma infinidade deles em fase de estudos. É importante lembrar que um dos primeiros agentes a ser utilizado, e que hoje é amplamente comercializado na composição da maioria dos produtos de higiene bucal, foi o flúor. Gostou deste post? Acesse o nosso blog. Lá você encontra muita informação sobre Odontologia que pode lhe ajudar.  

Como consultar o CRO de um dentista?

CRO   Todo profissional da Odontologia deve ter seu registro profissional junto ao Conselho Regional de Odontologia (CRO) do estado onde atua. Os CRO’s são os órgãos regionais do Conselho Federal de Odontologia (CFO) que atuam como entidades fiscalizadoras dos profissionais dessa área. O Brasil conta com 27 Conselhos Regionais, um para cada estado. Além dos dentistas, outros profissionais como os Técnicos de Saúde Bucal (TSB), Auxiliares de Saúde Bucal (ASB), Técnicos de Próteses Dentárias, entre outros, devem contar com o registro profissional do CRO. O registro é necessário, pois todos esses profissionais devem contar com capacitação específica para atuar na área. Assim o CRO tem controle dos profissionais que estão atuando e coíbe a atividade ilegal. Essa fiscalização, além de proteger os pacientes de um atendimento de má-qualidade e ilegal, protege os profissionais responsáveis que estudaram e se qualificaram para atuar na área da Odontologia. Devemos ressaltar que esses profissionais atuam em prol da saúde dos pacientes e, muitas vezes, se deparam com situações de urgência e emergência. Por isso devem estar extremamente qualificados para tratar de vidas humanas. Registro profissional na Odontologia Como citamos, os profissionais devem estar capacitados para exercer sua profissão na área da Odontologia. Essa capacitação é conseguida por meio dos cursos da área da saúde bucal. Os dentistas conseguem por meio dos cursos de graduação ou pós-graduação. Os cursos técnicos ou de formação também valem para outras profissões na Odontologia. Para contar com o registro profissional junto ao CRO do estado de atuação, é necessário primeiramente a conclusão e o certificado desses cursos. Com o certificado de término em mãos, os profissionais podem buscar o registro profissional. Para contar com o registro, o profissional deve ainda pagar as taxas do CRO, além de uma anuidade à entidade. Após essas etapas, o profissional contará com um número de seu registro junto ao órgão. Seu número no CRO. Consulta do CRO dos dentistas Todas as pessoas, pacientes ou profissionais, podem consultar o número de registro no CRO dos dentistas. Técnicos e Auxiliares que contam com o registro também podem ser consultados. Isso porque todos os profissionais com o devido registro ficam armazenados em um banco de dados disponível tanto nos Conselhos Regionais quanto no Conselho Federal de Odontologia. Essa consulta pode ser realizada junto às sedes dos Conselhos ou até mesmo via web. Caso o CRO de determinado estado não conte com um endereço eletrônico, o registro dos profissionais pode ser consultado no site do CFO. Para isso, há uma aba específica de profissionais. Profissionais capacitados Para os pacientes, a dica é procurar sempre por profissionais que contem com o registro do CRO. Essa é uma garantia que o paciente está colocando a sua saúde nas mãos de um profissional que se capacitou para atuar e pode ajudar a restabelecer a saúde bucal. Para os demais profissionais, a garantia é de uma concorrência leal, já que profissionais sem registro podem atuar colocando em risco a vida dos pacientes e praticando preços incompatíveis com o do mercado. Qualquer pessoa, seja pacientes ou profissionais, podem ainda realizar denúncias junto ao CRO caso se depare com a prática ilegal na Odontologia. Como vimos, o registro do CRO, bem como a consulta facilitada dos profissionais, pode significar a prática da Odontologia de forma segura. Lembre-se que qualquer pessoa pode fazer esta consulta. Ficou em dúvida sobre a atuação de um dentista? Corre no site do CFO para fazer a sua consulta.   Não perca mais tempo esperando! Em poucos meses, você pode estar trabalhando na área que mais cresce na saúde. Garanta uma formação rápida e completa para começar a atuar imediatamente no consultório.   Quero Me Formar Rápido e Trabalhar  

Saúde bucal da família: 3 dicas para o ASB incentivar os pacientes

saúde bucal da família     Uma das funções mais importantes do Auxiliar de Saúde Bucal (ASB) é a promoção da saúde bucal da família e a prevenção de doenças. Esse profissional é responsável por realizar campanhas explicativas para os pacientes para incentivá-los a ter uma rotina saudável de cuidados bucais e assim evitar doenças. Uma das formas para proceder é realizar campanhas que visem à saúde bucal da família, que envolvam todos os seus integrantes, assim um pode incentivar e envolver o outro quanto aos procedimentos corretos de serem realizados na cavidade bucal. Há várias maneiras de se incentivar os pacientes de forma a cuidar da saúde bucal da família. Neste artigo vamos dar algumas dicas de como o Auxiliar da Saúde Bucal proceder. Acompanhe: A importância das crianças para a promoção da saúde bucal da família As crianças podem ser grandes influenciadoras para a promoção da saúde bucal da família. Se bem-educadas quanto ao assunto, elas repassam facilmente os cuidados que se deve ter com a higiene, e para todos os integrantes da sua casa. O Auxiliar de Saúde Bucal pode utilizar meios criativos para incentivar as crianças e deixá-las interessadas pelos recursos de higiene. Uso de desenhos, massinhas de modelar em forma de dentes, bem como as de gesso, podem ser utilizadas para manter as crianças entretidas nos assuntos da Odontologia. O ASB é o profissional indicado para conversar sobre a importância da higienização para a saúde dos dentes e boca. Sabemos que uma escovação correta, e o uso de fio e enxaguante bucal podem prevenir muitas doenças. Ao explicar para os pequenos, eles serão grandes influenciadores para a saúde bucal da família. Atendimento de pacientes nos consultórios De uma forma geral, o atendimento do Auxiliar de Saúde Bucal junto aos pacientes nos consultórios odontológicos também pode ser um recurso pela promoção da saúde bucal da família. É o ASB que recebe os clientes em todas as consultas. E essas conversas anteriores ao atendimento do dentista podem ser utilizadas para incentivá-lo quanto aos cuidados. Como profissional qualificado e capacitado, o ASB tem plenas condições de demonstrar como os pacientes devem proceder e colaborar para a saúde bucal da família. O Auxiliar deve demonstrar todo o seu conhecimento e passar toda a confiança para os clientes. Saúde bucal da família para toda a população O Auxiliar de Saúde Bucal também tem ampla atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele atua em conjunto com equipes da Saúde da Família, que conta ainda com dentistas e técnicos de saúde bucal (TSB), além dos médicos e enfermeiros. As equipes odontológicas atuam ainda conforme o Programa Brasil Sorridente, que, com técnicas de promoção da saúde bucal da família, conseguiu reduzir significativamente o número de cáries dentárias no Brasil. O programa foi implantado no país em 2006 após uma pesquisa que apontou descuidos da população quanto a sua saúde bucal. O Auxiliar de Saúde Bucal é importantíssimo para incentivar os pacientes quanto a saúde bucal da família. Essa função é apontada, inclusive, na legislação que rege sua profissão. A lei 11.889 que foi regulamentada em 2008 e mudou as regras para se exercer a atividade a partir de 2009. A teoria é importante, mas a prática é tudo! Domine as técnicas de instrumentação, biossegurança e o atendimento de excelência. Inscreva-se no curso que oferece o conhecimento prático que o mercado exige.   Domine a Prática do ASB – Saiba Mais

Biofilme dentário Conheça as etapas de sua formação

Implantes dentais: veja os cuidados

    O Biofilme dentário, também conhecido como placa bacteriana, se forma na superfície dos dentes pelo acúmulo das bactérias. Essas bactérias estão presentes naturalmente na cavidade bucal, mas podem aumentar se a higiene não for realizada adequadamente. Deve-se ressaltar que o biofilme dentário pode acarretar doenças, como a cárie dentária e as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite. Por isso a escovação dos dentes é essencial para evitar o acúmulo de bactérias, bem como a formação da placa bacteriana. Como citamos, o biofilme dentário é formado pelo acúmulo de bactérias. São milhares delas que, juntas, formam uma colônia. Cada uma com uma função específica para permanecer na superfície do dente e viver em conjunto. Mas como este biofilme se forma? Neste artigo vamos enumerar as etapas desta formação. Acompanhe: 1. Uma comunidade de cooperação As bactérias primeiramente se encontram livres na cavidade bucal. Como citamos, elas estão presentes naturalmente em diversos locais e em locais úmidos, como na cavidade bucal, são mais comuns. Mas é com o aumento do número de bactérias que elas estabelecem uma espécie de comunicação e começam a se ligar uma as outras para formar as micro colônias. E essa ligação não ocorre aleatoriamente. Cada comunidade necessita de bactérias com diferentes funções para se ligar a superfície e se proteger formando o biofilme dentário. As bactérias atuam organizadamente em forma de cooperação. Cada uma com função específica na comunidade. Da mesma forma ocorre a comunicação. Dessa maneira, todas as funções de determinada comunidade ficam preenchidas. Oxigênio, nutrição e proteção são algumas das funções. 2. Matriz de proteção As comunidades bacterianas podem se estabelecer em diferentes superfícies da cavidade bucal, esmalte dos dentes ou nos tecidos epiteliais. Mas algumas superfícies podem facilitar a fixação das bactérias, como aquelas mais desgastadas. Com o agrupamento as bactérias ficam envoltas por camadas produzidas por elas mesmas que as protegem, dificultando a sua remoção da estrutura dos dentes. A produção é possível ainda pela ação da saliva e dos alimentos que ingerimos. Esse mecanismo de defesa do biofilme dentário dificulta até a ação de antibióticos para a sua remoção. 3. Mineralização do biofilme dentário Caso o biofilme dentário não seja retirado frequentemente com a correta higienização bucal, feita tanto pelos pacientes como pelos dentistas, ele pode se transformar no cálculo dentário, conhecido também como tártaro. O tártaro se forma com a mineralização do biofilme dentário. Esse processo de endurecimento da placa bacteriana ocorre devido à produção de ácidos na cavidade bucal após o consumo de açúcares. Com a mineralização, o biofilme só será retirado com o auxílio do cirurgião dentista, com equipamentos específicos. Mesmo sendo constituído por milhares de bactérias e uma matriz de proteção, o biofilme dentário não é visível. Para saber se um paciente conta com a placa bacteriana, os dentistas aplicamuma substância corante na cavidade bucal, que demonstra ou não a presença do biofilme. Geralmente, o biofilme dentário aparece nas partes dos dentes que não é possível alcançar somente com a escovação. Por isso o uso do fio dental e dos enxaguantes bucais é tão importante para a dissolução da placa. É importante ressaltar que ela está em constante formação e só uma correta higienização irá evitar o seu acúmulo e a sua mineralização. Não perca mais tempo esperando! Em poucos meses, você pode estar trabalhando na área que mais cresce na saúde. Garanta uma formação rápida e completa para começar a atuar imediatamente no consultório.   Quero Me Formar Rápido e Trabalhar

4 maneiras de prevenir as doenças bucais

  Cuidados básicos da higiene bucal são essenciais para se prevenir doenças. Pessoas saudáveis, que não têm uma predisposição a desenvolver algumas enfermidades, podem ficar livres das doenças bucais mais comuns. E em todos os casos, a prevenção é o melhor remédio. Com a saúde bucal não é diferente. Cáries dentárias, doenças periodontais e a halitose, por exemplo, são doenças inflamatórias facilmente combatidas. Bastam alguns cuidados diários. Neste post vamos dar algumas dicas de como as pessoas podem agir para prevenir as doenças bucais. E as que contam com alguma predisposição devem redobrar esses cuidados para ficar longe delas. 1. Escovação correta e com a frequência adequada É básico demais? Mas vale a dica, não é? Escovar os dentes no mínimo duas vezes ao dia. O mais recomendado é sempre após as refeições, mas há quem se refira ao mínimo de vezes que devemos escovar nossos dentes diariamente. Como já citamos em nosso blog, doenças bucais como a cárie dentária e as doenças periodontais se desenvolvem devido ao acúmulo do biofilme dentário. E esse acúmulo se deve à falta de higienização da boca. Vale lembrar que o biofilme dentário é formado com a junção das bactérias e da saliva da cavidade bucal. Essas bactérias são comuns na cavidade, mas tendem a aumentar ao ingerirmos alguns tipos de alimentos, como doces, por exemplo. Por isso é que a escovação após as refeições é recomendada. Além da escovação, a dica é evitar ingerir os alimentos que mais provocam cáries entre as refeições, já que tendemos a não escovar os dentes nesse período. E quando citamos a escovação nos referimos a uma correta escovação. Inclusive com uma escova adequada. 2. Uso do fio dental O esquecimento é o principal motivador da falta de uso do fio dental. Mas ele faz uma falta na higienização. Isso porque há locais da cavidade bucal impossíveis de serem alcançados somente com a escova de dente. A frequência indicada é uma vez ao dia. Assim como a escovação o fio dental é aliado para prevenir as doenças bucais. Apesar de ser importante, uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) em 2014 apontou que apenas 57% dos brasileiros faziam uso do fio dental. 3. E o enxaguante bucal? Esta é uma etapa importante da higienização, e também necessária para evitar as doenças bucais. Mas cuidado para não exagerar na dose dos enxaguantes. Quando usados em excesso eles podem causar o ressecamento da boca e até problema nos dentes. Os dentistas destacam a importância dos enxaguantes, pois estes contêm substâncias que ajudam a proteger os dentes e gengivas. Fique de olho na composição, alguns contém somente flúor, outros tipos de álcool e também os chamados colutórios. Para saber sobre qual produto mais indicado para finalizar a higiene bucal após o uso do fio dental, converse com seu dentista. 4. Ajuda profissional para evitar as doenças bucais Cuidados diários e visitas periódicas aos dentistas podem evitar o aparecimento das doenças bucais, ou deixar os tratamentos mais fáceis, caso as alterações sejam percebidas no seu início. Vale ressaltar que mesmo com a higienização diária, é recomendado a limpeza mais profunda realizada nos consultórios dentários. Esta deve ser feita pelo dentista a cada seis meses e ajuda a evitar o aparecimento das placas dentárias e tártaros. Pronto para construir uma carreira sólida? A área de Saúde Bucal está em constante crescimento e oferece alta empregabilidade. Não fique de fora desse mercado. Comece sua formação profissional com quem é referência.   Comece sua Carreira ASB Agora!    

Conheça 3 tratamentos para a doença periodontal

  Antes de falar sobre a doença periodontal e seus tratamentos, vamos explicar o termo. Na cavidade bucal há os ligamentos periodontais que são as estruturas que ligam às gengivas aos dentes e aos ossos de sustentação que ficam abaixo das gengivas. Daí o nome da doença que afeta a cavidade ao redor dos dentes. A doença periodontal é aquela ligada às estruturas que seguram os dentes: tecido gengival, ligamentos e ossos. Elas iniciam da mesma maneira que as cáries dentárias, com o acúmulo das placas bacterianas. E também se caracterizam por um processo inflamatório. Como afetam as estruturas que sustentam os dentes, estes podem até sofrer um processo de perda de inserção. A doença periodontal pode aparecer por conta da má higienização bucal, e também em pessoas com mais propensão a desenvolvê-las, como fumantes e diabéticos. Estes devem redobrar os cuidados com a saúde bucal. A gengivite e a periodontite são as formas da doença periodontal. A primeira delas se deve ao acúmulo da placa bacteriana, e a consequente inflamação, logo onde se inicia a gengiva. Um dos sinais do aparecimento da gengivite é o sangramento das gengivas. Já a periodontite acontece geralmente se não há o tratamento da gengivite. Pois ela acontece quando ocorre o avanço da inflamação da gengiva, se estendendo para os demais tecidos de suporte dos dentes. Detectando a doença periodontal O tratamento da doença periodontal terá início após o dentista detectar o problema. O paciente pode ter um indício de que está com a gengivite, devido ao sangramento da gengiva, como já citamos. A dica é procurar sem demora o profissional da Odontologia para iniciar o tratamento e não deixar a inflamação avançar e se tornar periodontite. O dentista verifica se o paciente está com a doença periodontal por meio da sondagem periodontal, que conta com equipamentos específicos. Quando o sulco gengival – espaçamento entre o dente e a gengiva – está menor que 3 mm o problema detectado é a gengivite, e se estiver maior se caracteriza como a periodontite. Com a periodontite começa a formação das bolsas periodontais, e o rompimento dos ligamentos das estruturas que dão suporte ao dente. Raspagem do tártaro do sulco periodontal O acúmulo da placa bacteriana forma o que conhecemos como o tártaro. No caso da doença periodontal, o tártaro se forma no sulco periodontal. Por isso uma das formas de tratamento é a raspagem desta placa acumulada. Após a raspagem, é necessário deixar a estrutura logo abaixo da gengiva homogênea. É feito então o chamado alisamento radicular para que o tecido gengival volte a se regenerar. Irrigação oral Além da limpeza profunda com a raspagem e alisamento, é possível tratar a doença periodontal com uma irrigação oral nas cavidades afetadas. Nesse caso, o dentista, ou periodontista faz uso de medicamentos específicos que matam as bactérias presentes nos sulcos. Casos mais graves podem requerer cirurgias Em casos mais avançados da doença periodontal a cirurgia pode ser necessária. Isso pode ocorrer quando as bolsas periodontais não podem ser limpas com as maneiras mais simples citadas acima. Assim é preciso realizar a abertura dos tecidos para a limpeza. Quando a mobilidade dos dentes é muito intensa, quando há a periodontite avançada, pode haver necessidade de suporte dos dentes. Os cuidados diários com a higiene bucal são mais recomendados para se evitar a doença periodontal. E se atente aos sinais! Pronto para construir uma carreira sólida? A área de Saúde Bucal está em constante crescimento e oferece alta empregabilidade. Não fique de fora desse mercado. Comece sua formação profissional com quem é referência.   Comece sua Carreira ASB Agora!  

Cárie dentária: Sintomas e tratamentos

  A cárie dentária é a doença bucal que mais acomete as pessoas. Apesar do Brasil já ter diminuído significativamente os casos, ainda temos muitas pessoas com este problema. Como já abordamos em nosso blog, a cárie dentária aparece devido à perda de minerais dos dentes – a chamada desmineralização -, e do seu posterior contato com os ácidos dos alimentos. Esse contato dos ácidos, com a saliva e com as centenas de bactérias que temos em nossas bocas – conhecido como biofilme dentário ou placa – pode acarretar a cárie dentária, se não houver os devidos cuidados com a higiene bucal. Cuidados simples, como a escovação bucal e o uso de fio dental, dificultam o aparecimento da doença. Neste artigo vamos nos dedicar na abordagem dos sintomas e tratamentos da cárie dentária. Acompanhe: Sintomas em estágios mais avançado da cárie dentária Geralmente, os sintomas da cárie dentária aparecem somente quando ela se encontra em um estágio mais avançado, quando atingiu maior profundidade na estrutura dos dentes. A dor e a sensibilidade ao consumir determinados alimentos são alguns destes sintomas. Eles aparecem quando a doença bucal atinge ou fica próxima do nervo dos dentes. Além da dor e da sensibilidade, sintomas como o mau hálito, fratura nos dentes, até abscessos ósseos e perdas dos dentes podem aparecer caso a cárie dentária não contar com o devido tratamento. Os abscessos aparecem quando a inflamação se transforma em infecção, o que acarreta o acúmulo de pus. Tratamentos iniciais tendem a ter resultados mais rápidos A ‘falta’ de sintomas no início do aparecimento da cárie dentária é um dos motivos do acompanhamento dos dentistas ser indicado a cada seis meses. Esses profissionais conseguem identificar durante as consultas e também por meio de radiografias o seu aparecimento. E um tratamento precoce pode evitar transtornos futuros, e também os sintomas mais incômodos. O que pode identificar a cárie dentária, além dos sintomas já citados, é a coloração dos dentes, que pode vir a ficar mais escura. Mas não são em todos os casos. Pontos pretos nos dentes, ou fendas, também escurecidas, podem indicar a doença bucal. O que fazer após detectar o problema bucal Como citamos, tratamentos nas fases iniciais do aparecimento da cárie dentária tendem a contar com resultados mais rápidos. Isso devido a complexidade dos tratamentos demandados. Eles serão diferenciados dependendo do estágio em que se encontra o acometimento da cárie. O tipo de tratamento será identificado pelo dentista, que verificará quais estruturas dos dentes já foram afetadas pela doença bucal. O profissional da odontologia pode indicar a aplicação de selantes, a restauração ou até um tratamento de canal. A aplicação de selantes é indicada nos casos de as cáries dentárias não terem atingido o esmalte dos dentes. Assim, o selante agirá como uma barreira protetora do dente. Esse método é bastante indicado para crianças. Já as restaurações – que nada mais são que reconstruções dos dentes – são indicadas para quando a cárie dentária já atingiu o esmalte, mas não se encontra em processo muito avançado. O tratamento de canal aparece como a última alternativa no tratamento da cárie dentária. Ele é realizado quando esta atinge a parte central do dente, a polpa. Nesses casos, a polpa é retirada e depois preenchida. Sem nenhum desses tratamentos, a chamada desmineralização pode expandir para todo o dente. Nesses casos é que haverá a perda. A teoria é importante, mas a prática é tudo! Domine as técnicas de instrumentação, biossegurança e o atendimento de excelência. Inscreva-se no curso que oferece o conhecimento prático que o mercado exige.   Domine a Prática do ASB – Saiba Mais

O que é biofilme dentário?

ASB e a Harmonização Orofacial (HOF)

  Microorganismos e bactérias estão presentes em todos os lugares. Não é diferente em nossa boca. Nela há diversas bactérias que formam microcolônias que se alocam na superfície dos dentes e gengiva. Somente nesses locais, estima-se que haja de 200 a 300 bactérias, além das leveduras, protozoários e vírus. A presença dos microorganismos não é proveniente de falta de escovação. Elas estão presentes naturalmente nas superfícies – na maioria das vezes, nas superfícies molhadas, como é o caso da cavidade bucal. Essas microcolônias – composta de bactérias que vivem em um processo de cooperação, onde cada um é responsável por uma função para manter a harmonia – ligadas a superfícies recebem o nome de biofilme. Na cavidade bucal, é denominada biofilme dentário, ou como é mais conhecida, placa bacteriana. Como citamos, o biofilme dentário está presente naturalmente nas cavidades bucais. Mas se os cuidados de higiene forem deixados de lado, ele pode ser o responsável por diversas doenças, como a cárie dentária ou as periodontais, como a gengivite ou periodontite. Controle do biofilme dentário A escovação e o uso frequente do fio dental são as formas mais efetivas de se prevenir que o biofilme dentário se transforme em doenças bucais. E a prevenção é muito importante nesses casos, já que a organização das microcolônias dificulta a ação dos medicamentos para reverter os quadros da doença já está instalada. As microcolônias formam uma espécie de matriz de proteção que são resistentes até a antibióticos. Estudiosos apontaram em uma pesquisa que, sem a escovação, o aparecimento da gengivite, por exemplo, é verificado em um período de três semanas. Dessa maneira, verifica-se que a escovação e o uso do fio dental são efetivos para o controle do biofilme dentário. Diferenças quanto à aderência na superfície O biofilme dentário pode se fixar em qualquer superfície da cavidade bucal. Dessa maneira, ele se diferencia em supragenvival e subgengival. Enquanto na primeira a placa está aderida a superfície dentária, a segunda está presente no sulco gengival porção entre o dente e a gengiva. O biofilme dentário supragengival pode ser controlado com a utilização da escova, enquanto que a subgengival, com o uso do fio dental. Tecnologia a favor de estudos Ainda é mínimo o conhecimento do biofilme dentário, mas as novas tecnologias estão contribuindo para seus estudos e controle. Com a microscopia de varredura confocal a laser é possível obter imagens tridimensionais do biofilme. Outra técnica utilizada para examinar os materiais genéticos, que são liberados por meio dessas comunidades de bactérias, são as sondas de DNA. Verificando assim a identificação e classificação de seus componentes. Com a identificação dos grupos e bactérias é que pesquisadores estão chegando a novos resultados para o ‘combate’, quando o biofilme já se transformou em doenças. Como a utilização de novos agentes que tem como intuito danificar a membrana bacteriana e assim penetrar no biofilme. Como verificamos, a melhor maneira que há para o controle do biofilme dentário é a mais básica. Manter os cuidados diários da higiene bucal. Escovação dos dentes no mínimo três vezes ao dia, o uso de fios dentais e enxaguantes bucais são os grandes aliados. Além, é claro, das visitas regulares ao dentista.   Sua qualificação precisa ser levada a sério. Estude em um curso de Auxiliar de Saúde Bucal reconhecido e válido em todo o território nacional para garantir sua inscrição no Conselho Federal de Odontologia (CFO).   Curso ASB Reconhecido pelo CFO – Inicie Já

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